Challenges in Building the Therapeutic Alliance with Adolescents Resistant to the Psychotherapeutic Process
Resumo
A adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano marcada por importantes transformações físicas, emocionais, cognitivas e sociais, que influenciam diretamente a construção da identidade e o bem-estar psicológico. Nesse período, fatores como conflitos familiares, dificuldades relacionais e demandas próprias do desenvolvimento podem aumentar a vulnerabilidade a questões relacionadas à saúde mental. A psicoterapia constitui um importante espaço de acolhimento, escuta e desenvolvimento emocional, possibilitando ao adolescente compreender suas vivências e desenvolver estratégias de enfrentamento. Entretanto, muitos adolescentes apresentam resistência ao processo psicoterapêutico, manifestada por dificuldades de comunicação, baixa adesão ao tratamento, pouca participação nas sessões ou ausência de vínculo com o terapeuta. A literatura aponta que a construção de uma aliança terapêutica baseada na confiança, empatia e colaboração representa um dos principais fatores associados ao engajamento e à permanência do adolescente na psicoterapia, especialmente na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). O presente estudo tem como objetivo compreender quais estratégias podem favorecer a construção do vínculo terapêutico com adolescentes resistentes ao processo psicoterapêutico. Especificamente, busca investigar os fatores que dificultam o estabelecimento desse vínculo e analisar estratégias utilizadas pela TCC para promover maior engajamento no tratamento. Trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa, desenvolvido a partir do acompanhamento psicoterapêutico de um adolescente em contexto de estágio supervisionado em Psicologia Clínica. A coleta de dados será realizada por meio dos registros das sessões, observações clínicas e supervisões, que serão submetidos à análise qualitativa e relacionados à literatura científica. Como suporte teórico, será realizada uma revisão narrativa da literatura sobre adolescência, vínculo terapêutico, resistência ao processo psicoterapêutico e Terapia Cognitivo-Comportamental. Espera-se que o estudo contribua para a compreensão dos principais desafios envolvidos na construção do vínculo terapêutico com adolescentes resistentes à psicoterapia, bem como identifique estratégias clínicas capazes de fortalecer a aliança terapêutica e favorecer a adesão ao tratamento. Pretende-se, ainda, ampliar as discussões sobre a importância do vínculo terapêutico na prática clínica com adolescentes, oferecendo subsídios para a atuação de psicólogos e para o aprimoramento das intervenções fundamentadas na Terapia Cognitivo- comportamental.
Palavras-chave
Abstract
Adolescence is a stage of human development marked by significant physical, emotional, cognitive, and social transformations that directly influence identity formation and psychological well-being. During this period, factors such as family conflicts, relationship difficulties, and developmental demands can increase vulnerability to mental health issues. Psychotherapy provides a vital space for support, active listening, and emotional development, enabling adolescents to understand their experiences and develop coping strategies. However, many adolescents show resistance to the psychotherapeutic process, manifested through communication difficulties, poor treatment adherence, limited participation in sessions, or a lack of rapport with the therapist. Literature indicates that building a therapeutic alliance based on trust, empathy, and collaboration is a key factor associated with adolescent engagement and retention in psychotherapy, particularly within the Cognitive-Behavioral Therapy (CBT) framework. This study aims to understand which strategies can facilitate the formation of a therapeutic bond with adolescents who are resistant to the psychotherapeutic process. Specifically, it seeks to investigate the factors that hinder the establishment of this bond and to analyze strategies used in CBT to promote greater treatment engagement. This is a qualitative case study based on the psychotherapeutic treatment of an adolescent during a supervised clinical psychology internship. Data collection will involve session records, clinical observations, and supervision notes, which will undergo qualitative analysis and be contextualized within the scientific literature. A narrative literature review covering adolescence, the therapeutic bond, resistance to psychotherapy, and Cognitive-Behavioral Therapy will serve as the theoretical foundation. The study is expected to contribute to an understanding of the main challenges involved in building a therapeutic bond with adolescents resistant to psychotherapy, as well as to identify clinical strategies capable of strengthening the therapeutic alliance and fostering treatment adherence. The aim is also to expand discussions on the importance of the therapeutic alliance in clinical practice with adolescents, providing insights to support the work of psychologists and the refinement of interventions based on Cognitive-Behavioral Therapy.
Keywords