Pôster Atenção à Saúde e Bem Estar

OS PREJUÍZOS DA ANSIEDADE NA VIVÊNCIA DO PRESENTE EM ADOLESCENTES

Carla Maria Betania Vellinho Garcia 1 ;  Cristiane dos Santos Mathias 2
1ºEncSab — 1ª Edição - 2026 08/07/2026 DOI: 10.5281/zenodo.21267752
1 ULBRA são Jerônimo 2 Ulbra São Jerônimo

A ansiedade representa uma das principais demandas em saúde mental durante a adolescência, podendo comprometer o desenvolvimento emocional, as relações interpessoais, o desempenho acadêmico e a capacidade de vivenciar o momento presente. Caracterizada por preocupações excessivas e pela antecipação constante de eventos futuros, essa condição pode gerar sofrimento psicológico e prejuízos significativos ao funcionamento cotidiano. Nesse contexto, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) destaca-se como uma abordagem eficaz para a compreensão e o manejo da ansiedade, ao considerar a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos na manutenção dos sintomas ansiosos. O presente estudo tem como objetivo investigar de que maneira a ansiedade interfere na vivência do presente em adolescentes e analisar as contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental para o manejo dessa demanda. Trata-se de um estudo de caso, de abordagem qualitativa, com delineamento exploratório e descritivo, desenvolvido a partir da análise de um adolescente acompanhado durante o estágio em Psicologia Clínica. A investigação articula os dados obtidos no acompanhamento clínico ao referencial teórico sobre ansiedade, adolescência e Terapia Cognitivo-Comportamental, buscando compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos na experiência ansiosa, identificar os principais prejuízos decorrentes da ansiedade e discutir as contribuições das intervenções cognitivas e comportamentais para o manejo dos sintomas. Espera-se que os resultados ampliem a compreensão acerca dos impactos da ansiedade na adolescência, especialmente quanto aos prejuízos na vivência do presente, evidenciando a relevância da Terapia Cognitivo-Comportamental na promoção de estratégias de enfrentamento mais adaptativas e no fortalecimento da saúde mental.