Resumo
A adolescência traz profundas transformações que elevam a vulnerabilidade emocional dos jovens, sendo o objetivo deste estudo analisar o impacto do adoecimento mental nesse público e sua relação direta com o aumento de tentativas de suicídio. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa de caráter qualitativo e exploratório na literatura especializada. Como resultado e discussão, os dados revelam que o autoextermínio é um fenômeno multifacetado; as garotas lideram as notificações de tentativas nas urgências, enquanto os rapazes registram maior taxa de mortalidade consumada por utilizarem métodos mais letais. Além disso, fatores de risco como bullying, conflitos familiares e pressões da rotina digital agravam o quadro clínico, que acaba prejudicado por falhas na RAPS (Rede de Atenção Psico ssocial), subnotificação crônica e uma medicalização excessiva. Por fim, a conclusão aponta que enfrentar o problema exige superar o modelo puramente medicamentoso, tornando-se urgente fortalecer as redes de atenção público-comunitárias, implementar espaços de escuta ativa nas escolas e incentivar novas pesquisas na área para proteger a saúde mental infantojuvenil e salvar vidas.
Palavras-chave