Resumo
A ansiedade infantil, quando intensificada por contextos de vulnerabilidade como a separação parental, demanda intervenções clínicas estruturadas e sensíveis ao sistema familiar. Este estudo de caso, desenvolvido na Clínica-Escola da ULBRA São Jerônimo, objetivou compreender e acompanhar as manifestações emocionais de uma criança de 5 anos em processo de adaptação familiar pós-separação, utilizando recursos lúdicos e orientação aos responsáveis. A metodologia pautou-se em uma pesquisa qualitativa e exploratória, integrando escuta clínica, sessões lúdicas e orientação parental sob supervisão acadêmica. Os procedimentos incluíram entrevistas iniciais para levantamento da demanda, o uso de jogos e desenhos como ferramentas de expressão simbólica e o registro técnico em prontuário. O rigor ético foi garantido pelo sigilo profissional e pela evitação de interpretações sugestivas que pudessem expor a criança a conflitos de lealdade. Os resultados preliminares indicam que a integração entre o acolhimento da criança e o suporte aos pais favorece a redução da exposição aos conflitos adultos e fortalece um ambiente emocional mais previsível. Conclui-se que a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, quando articulada à escuta sensível no ambiente de clínica-escola, configura-se como um espaço estratégico para promover a proteção emocional infantil, permitindo que a criança nomeie e regule suas angústias frente às mudanças estruturais de seu núcleo familiar.
Palavras-chave